Transporte

O gás natural pode ser transportado de duas maneiras: ou em sua forma gasosa comprimida (GNC), através de dutos ou cilindros de alta pressão; ou no seu estado liquefeito (GNL), em navios, barcaças e/ou caminhões/trens criogênicos a uma temperatura de (-160ºC) (1). Ao contrário do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás natural não se liquefaz submetido a altas pressões, apenas a baixas temperaturas.

Em 2010, a malha brasileira de gasodutos de transporte atinge os 6.641 quilômetros, movimentando cerca de 46 milhões de m3/dia. De toda a rede de transportes, cerca da metade é operada pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, e o restante por outras empresas (2).

O sistema brasileiro de gasodutos ainda é muito incipiente. Em comparação com outros países da América Latina (3), o Brasil possui uma extensão de gasodutos (incluindo redes de transporte e de distribuição) cerca de dez vezes menor que a da Argentina, o que configura uma grande carência de investimento de recursos e de construção de redes, como mostra a Figura 1.

Figura 1 - Rede de transporte e distribuição na América Latina (km) (3)

 

Na Figura 2, pode-se observar a rede de gasodutos em operação, em implantação e em estudo no Brasil. Partes das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste ainda não possuem acesso ao gás natural.

Figura 2 - Rede de Gasodutos Brasileira para Transporte de Gás Natural (4)

Referências:
(1) Santos et. al. Gás natural: estratégias para uma energia nova no Brasil. São Paulo: Annabume, Fapesp, Petrobrás, 2002.
(2) Transpetro. Transpetro em números. Disponível em http://www.transpetro.com.br. 2010.
(3) ALMEIDA, Edmar de. Políticas macro-econômicas e seus impactos para o desenvolvimento da indústria de gás natural. Apresentação realizada no Evento Gás Summit, São Paulo. Disponível em: http://www.ibcbrasil.com.br. 2005.
(4) Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado. Mapa dos Gasodutos. Disponível em http://www.abegas.org.br/info_mapagasoduto.php#. 2012.