Residencial

O gás natural é usado nas residências brasileiras principalmente para cocção e para aquecimento de água para banho. No entanto, há uma série de outros usos possíveis, como condicionamento ambiental, aquecimento de piscinas e saunas, secagem de roupas, churrasqueiras, lareiras, entre outros.

Apesar dessa grande diversidade, sua aplicação no Brasil ainda corresponde por pouco mais de 1,5% do consumo final de gás natural, que se concentra principalmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo (1). Na Figura 1 apresenta-se a evolução do consumo de gás natural no Brasil de 1970 a 2010. Diferentemente do observado nos setores industrial e comercial, no setor residencial o consumo expandiu-se nos últimos anos, apesar da crise econômica mundial.
 

Figura 1 - Consumo de Gás Natural no Setor Residencial de 1970 a 2010 (1)
No uso final aquecimento de água, o gás natural aparece como a segunda fonte mais utilizada em território nacional, com participação de 5,9%, a fonte mais utilizada é a eletricidade, com participação de 73,5% (2). Esses dados demonstram que ainda existe muito espaço para incremento da utilização do gás natural nesse uso.

Em relação a cocção, o principal concorrente do gás natural é o gás liquefeito de petróleo (GLP), que está presente em cerca de 5.000 municípios e atende 95% dos domicílios brasileiros (3), novamente demonstrando um enorme mercado potencial enorme para o gás natural.

A substituição de chuveiros elétricos por sistemas a gás natural é recomendável. Isso porque a utilização dos chuveiros elétricos impacta a curva de carga do sistema elétrico brasileiro, exigindo maiores investimentos na geração, transporte e distribuição da eletricidade. Na Figura 2 é apresentada a curva de carga média no Brasil, onde é possível identificar a participação expressiva que o chuveiro elétrico representa.

Figura 2 - Curva de carga diária média no Brasil (2)

Além disso, de acordo com a Segunda Lei da Termodinâmica, o uso direto do gás para produção de calor é mais eficiente do que o seu uso para geração de eletricidade quando esta é posteriormente convertida em calor.

(1) Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Balanço Energético Nacional (BEN) 2011. Rio de Janeiro: EPE, 2010.
(2) Programa Nacional de Conservação da Energia Elétrica (PROCEL). Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso - Classe Residencial. Rio de Janeiro: PROCEL, abril de 2007.
(3) Sindicato Nacional das Industrias de Gás Liquefeito de Petróleo (SINDIGAS). Disponível em http://www.sindigas.org.br. Acessado em outubro de 2010.