Importação

Em 2010, o Brasil importou 12,65 bilhões de metros cúbicos de gás natural (1). Esse volume foi comprado principalmente da Bolívia por meio do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), que possui capacidade de transportar até 30 milhões de metros cúbicos diários. O ano de 2009 foi marcante pela maior queda na série histórica de importação do gás natural desde que o Gasbol começou a operar em 1999, como mostra a Figura 1. Essa queda se deu pela diminuição do consumo de gás natural nos setores industrial e comercial e na produção de eletricidade.

Figura 1 - Importação de Gás Natural entre 2000 e 2010 (1)

Além dos 30 milhões de metros cúbicos diários do Gasbol, o Brasil possui capacidade para importar mais 21 milhões de m3/dia através dos terminais flexíveis de importação de Gás Natural Liquefeito (GNL), operados pela Petrobrás. Atualmente existem dois terminais em operação: o da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com capacidade de 14 milhões de m3/dia; e o de Pecém, no Ceára, com capacidade de 7 m3/dia (3). A Figura 2 mostra uma foto do terminal da Baía de Guanabara.

Figura 2 - Terminal Flexível de Importação de GNL na Baía de Guanabara, RJ (3)

Também estão autorizadas a importar gás natural, além da Petrobrás, a BG, a MSGás, a MTGás, a Pan American Energy e a Sulgás. As quatro primeiras possuem contratos de compra com a Bolívia, mas apenas a Sulgás está autorizada a também comprar o energético da Argentina (até 15 milhões de m3/dia). No entanto, essa negociação está interrompida por conta da crise energética do país vizinho.

Referências:
(1) Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Balanço de Energia Nacional (BEN) 2011. Rio de Janeiro: EPE, 2011.
(2) Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Balanço de Energia Nacional (BEN) 2010. Rio de Janeiro: EPE, 2010.
(3) Transpetro. Apresentação do Centro Nacional de Controle da Transpetro. Rio de Janeiro: Petrobrás, 2009.