Comercial

O gás natural pode ser usado em uma série de aplicações no segmento comercial. As principais são o aquecimento de água e cocção de alimentos em locais como padarias, restaurantes, lanchonetes, clubes, academias, hotéis e motéis, entre outros. Além disso, o combustível também pode ser usado em sistemas de ar condicionado (edifícios comerciais), produção de gases hospitalares (hospitais), lavanderias (equipamentos para passagem e secagem de roupas), entre outras aplicações.

Assim como no segmento residencial, a diversidade de usos possíveis não é suficiente para garantir o desenvolvimento do mercado, que responde por 1% de todo o gás natural comercializado no país. No ano de 2009, o setor comercial/público consumiu apenas 204 milhões de metros cúbicos de gás natural, enquanto o consumo final desse energético foi de 16,9 bilhões de metros cúbicos (1).

A razão de uma participação pouco expressiva do gás natural no setor comercial/público se deve principalmente a quatro fatores: falta de redes de distribuição de gás na maior parte do país; desconhecimento no mercado das tecnologias a gás disponíveis; concorrência com outros energéticos e a dificuldade de mudança do costume de utilização de outras tecnologias mais tradicionais.

No gráfico abaixo observa-se a variação do consumo de gás natural no setor comercial/público no período de 1970 a 2009. Apenas no ano de 1992 o gás natural começou a ser utilizado nesse setor e somente com a operação do Gasbol à partir de 1999/2000 que o consumo passou a crescer mais intensamente. A queda registrada nos últimos anos deve-se em parte a crise econômica mundial e principalmente ao receio que o mercado possui na falta do gás natural. Apesar da distribuição do gás natural nunca ter sido restringida, a crise do gás, ocasionada pela nacionalização da produção boliviana, gerou um medo quanto a segurança de suprimento do energético, que ainda não foi superado.
 

Figura 1 - Consumo de Gás Natural no Setor Comercial de 1970 a 2010 (1)

(1) Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Balanço de Energia Nacional (BEN) 2011. Tabela 2.3. Rio de Janeiro: EPE, 2010.