Automotivo

O segmento de gás natural veicular (GNV) teve um crescimento expressivo no Brasil, principalmente até o ano de 2006. Em muitos casos, incentivou-se a conversão de veículos para o gás visando a ancorar redes de distribuição, uma vez que o consumo elevado nos postos permite que se recuperem rapidamente os investimentos para transporte do insumo.

A frota brasileira de veículos a GNV é a segunda maior do mundo, com 1,63 milhão de unidades convertidas, atrás apenas da Argentina. Rio de Janeiro e São Paulo concentram a maior parte desses veículos, respectivamente, 40,6% e 24,7%. O combustível é oferecido por 1,8 mil postos no país e está presente em 19, dos 26 estados brasileiros (1).

Nos últimos anos o interesse pelo GNV se reduziu, devido principalmente a maior penetração dos carros flex e ao valor comparativo do gás natural frente ao etanol, que só viabiliza economicamente a conversão dos motores, em veículos comerciais com alta quilometragem mensal, como, por exemplo, as frotas de táxi, que hoje representam o maior consumidor de gás natural veicular no país.

(1) GasNet. Perfil do GNV no Brasil. Disponível em http://www.gasnet.com.br/novo_gnv/perfil_gnv_brasil.asp. Acessado em outubro de 2010.